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SIMBOLISMO NO DESTINO HUMANO
SE os seres humanos não se deixassem empolgar de maneira tão absorvente pelas necessidades e pelas muitas ninharias cotidianas, mas quisessem prestar também alguma atenção aos pequenos e grandes acontecimentos que se passam à sua volta, deveria em breve chegar-lhes um novo reconhecimento. Surpreender-se-iam consigo mesmos e mal acreditariam que até então pudessem ter passado impensadamente por coisas tão marcantes.
Existem, de fato, razões de sobra para que, cheios de compaixão de si mesmos, meneiem as cabeças. Com um pouco de observação apenas, descortinar-se-lhes-á de súbito todo um mundo de acontecimentos vivos, severamente coordenados, deixando perceber nitidamente uma direção firme de mão superior: o mundo do simbolismo!
Este se acha profundamente enraizado na parte de matéria fina da Criação, e apenas suas derradeiras extremidades, quais ramificações, entram na parte terrena visível. É como num mar, que aparenta estar absolutamente calmo e cujo movimento contínuo não se percebe, só podendo isso ser notado nas beiradas, em seus últimos efeitos.
O ser humano não pressente que, mediante reduzido esforço através de um pouco de atenção, é capaz de observar claramente a atividade do carma para ele tão incisivo e por ele tão temido. Possível lhe é tornar-se mais familiarizado com isso, com o que, pouco a pouco, o medo, muitas vezes brotado dos seres humanos que pensam, se desfaz com o tempo, perdendo o carma seu terror. Para muitos isso poderá tornar-se um caminho pelo qual conseguirão seguir para a escalada, se aprenderem a sentir, através dos fenômenos terrenalmente visíveis, as ondulações mais profundas da vida de matéria fina, com o que surge com o tempo a convicção da existência de efeitos recíprocos absolutamente lógicos.
Tão logo atinja tal ponto, o ser humano se adaptará lentamente, passo a passo, até que por fim reconheça a força propulsora, lógica e sem falhas da consciente vontade divina em toda a Criação, portanto no mundo de matéria grosseira e de matéria fina. Contará de então por diante com ela e se submeterá a ela deliberadamente. Isto significa para ele um flutuar na força, cujos efeitos somente lhe podem ser proveitosos. Ela lhe serve, porque sabe utilizá-la, ao mesmo tempo em que ele próprio se adapta corretamente.
Dessa forma, o efeito recíproco apenas pode desencadear-se como portador de felicidade para ele. Sorrindo, verá concretizar-se literalmente cada palavra bíblica que, em sua simplicidade infantil, às vezes queria se tornar para ele uma pedra de tropeço, que, por essa razão, para o seu cumprimento, muitas vezes lhe parecia difícil, porque, segundo a sua opinião de até então, exigia mentalidade de escravo. A exigência de obedecer, por ele intuída de modo desagradável, transforma-se pouco a pouco, ante seus olhos tornados lúcidos, na distinção mais alta que possa acontecer a uma criatura; numa verdadeira dádiva divina, que encerra a possibilidade dum desenvolvimento enorme de força espiritual, consentindo numa cooperação pessoal e consciente na maravilhosa Criação.
As expressões: “Somente aquele que se rebaixa a si próprio será elevado”, o ser humano deve “humildemente curvar-se diante de seu Deus”, a fim de poder ingressar no Seu reino, ele deve “obedecer”, “servir” e o que ainda mais existe de conselhos bíblicos, chocam de início um pouco a pessoa moderna, devido a essa maneira de expressão singela, infantil e, no entanto, tão acertada, porque ofendem seu orgulho inerente à consciência do saber intelectual. Não quer mais ser conduzida tão às cegas, mas ela própria, reconhecendo, quer cooperar em tudo conscientemente, a fim de adquirir, por convicção, entusiasmo interior, indispensável para tudo quanto é grande. E isto não é nenhum erro!
O ser humano deve, em seu desenvolvimento progressivo, estar de modo mais consciente na Criação do que até agora. E quando com alegria acabar reconhecendo que as singelas expressões bíblicas, em sua maneira tão estranha à época de hoje, aconselham exatamente tudo aquilo a que ele também se decide de modo voluntário e com plena convicção, conhecendo as poderosas leis da natureza, então lhe cai como que uma venda dos olhos. Encontra-se abalado diante do fato de que até então apenas condenara as antigas doutrinas por havê-las interpretado de modo errado, jamais procurando seriamente penetrar nelas de modo certo, harmonizando-as com a atual capacidade de concepção.
Quer se diga: “Curvar-se com humildade à vontade de Deus”, ou “servir-se da maneira e do atuar das poderosas leis da natureza, após conhecê-las acertadamente”, é o mesmo.
O ser humano só pode aproveitar-se das forças portadoras da vontade de Deus se as estudar direito, isto é, se as reconhecer e orientar-se por elas. O contar com elas ou orientar-se por elas é, porém, na realidade, nada mais do que um adaptar-se, portanto, um curvar-se! Não se colocar contra essas forças, mas seguir com elas. Só quando o ser humano adapta o seu querer às características das forças, isto é, segue a mesma direção, consegue ele utilizar-se do poder dessas forças.
Isso não significa subjugar as forças, e sim curvar-se humildemente à vontade divina! Quando o ser humano atribui tanta coisa à sua própria perspicácia ou às conquistas do saber, em nada altera o fato de que tudo apenas significa um assim chamado “descobrir” de efeitos das leis naturais vigentes, isto é, da vontade divina, que a pessoa com isso “reconheceu” e, concomitantemente com o aproveitamento e aplicação, “sujeita-se” a essa vontade. Isso é incondicionalmente um curvar humilde diante da vontade de Deus, um “obedecer”!
Contudo, agora ao simbolismo! Todos os acontecimentos na Criação, isto é, na matéria, têm de atingir no seu curso circular um termo certo ou, como se pode dizer também: devem fechar-se num círculo. Por isso, de acordo com as leis da Criação, tudo só poderá encontrar sua conclusão voltando incondicionalmente ao ponto de partida, isto é, dissolvendo-se, remindo-se ou extinguindo-se como algo atuante. Assim se dá com a Criação global, como com qualquer fenômeno individual. Disso se origina o efeito recíproco incondicional, que por sua vez acarreta o simbolismo.
Já que todas as ações devem terminar lá onde tiveram origem, depreende-se, outrossim, que toda ação deve terminar também na mesma espécie de matéria em que se originou. Portanto, aquilo que começou na matéria fina tem de terminar na matéria fina, e aquilo que teve origem na matéria grosseira tem de terminar na matéria grosseira. As criaturas humanas não conseguem ver a matéria fina; é-lhes visível, sim, o final de cada acontecimento de matéria grosseira, mas para muitos falta a chave apropriada para tanto, isto é, o começo, que na maioria dos casos se encontra numa existência anterior de matéria grosseira.
Mesmo que também nisto a maior parte de todo o desenrolar do efeito recíproco se dê apenas no mundo de matéria fina, o carma que desse modo funciona jamais poderia encontrar uma remição total, se o fim não se inserir de alguma forma no mundo de matéria grosseira, tornando-se ali visível. Um círculo em curso somente pode ser fechado com um procedimento visível, correspondente ao sentido da reciprocidade, resultando então a completa remição, pouco importando se de acordo com o começo, outrora, ela seja boa ou má, traga felicidade ou infelicidade, bênçãos ou perdão pelo remate. Esse último efeito visível tem de se realizar no mesmo lugar onde se deu a origem, isto é, no ser humano, que por qualquer ação deu começo a isso. Em caso algum poderá isso ser evitado.
Se nesse ínterim a respectiva criatura humana tiver se modificado interiormente, de tal modo que nela se tornou vivo algo melhor do que fora o ato de outrora, então o efeito retroativo em sua espécie não pode ancorar-se nela. Não encontra mais terreno de igual espécie na alma que se esforça em ascender, a qual se tornou mais luminosa e com isso mais leve, segundo a lei da gravidade espiritual. *
A conseqüência natural é que um efeito mais turvo, ao aproximar-se, é impregnado pelo ambiente mais luminoso da respectiva pessoa e com isso substancialmente enfraquecido. Ainda assim, contudo, a lei da circulação e da reciprocidade tem de se cumprir plenamente, com sua força de atuação automática. Uma revogação de qualquer das leis naturais é impossível.
Eis por que uma reciprocidade assim enfraquecida em seus efeitos de retorno terá, de acordo com as leis imutáveis, de se manifestar visivelmente também na matéria grosseira, a fim de realmente ser remida, isto é, extinta. O fim tem de refluir ao começo. Mas o carma obscuro não poderá causar males à respectiva pessoa por causa do âmbito clareado, acontecendo assim que esse efeito recíproco enfraquecido somente passe a atuar de tal modo no ambiente mais próximo, que o atingido se vê na contingência de fazer voluntariamente algo, cuja natureza apenas corresponda ao sentido da reciprocidade em retorno.
A diferença com relação à intensidade propriamente integral, do efeito a ele destinado, da correnteza obscura de retorno, é que não lhe causa nenhuma dor ou dano, mas talvez até proporcione alegria.
Isto é então um remate puramente simbólico de algum carma pesado, mas correspondendo de modo perfeito às leis da Criação, devido à mudança do estado de alma, atuando dessa forma automaticamente. Por essa razão muitas vezes também para a maioria dos seres humanos isso permanece totalmente inconsciente. Com isso o carma se remiu e a justiça inquebrantável foi satisfeita em suas mais delicadas correntezas. Nesses processos naturais, segundo as leis da Criação, encontram-se tamanhas ações de graça como somente a onisciência do Criador poderia realizar em Sua obra perfeita.
Verificam-se muitos desses remates, puramente simbólicos, de efeitos recíprocos, que do contrário atingiriam pesadamente! Tomemos um exemplo: uma pessoa de caráter outrora duro e despótico, oprimindo com o exercício dessas características os seus semelhantes, acumulou sobre si um carma pesado que, vivo em seu modo específico, seguindo o seu curso circular, tem de recair sobre ela muitas vezes aumentado, de idêntica maneira.
Ao aproximar-se, essa correnteza de matéria fina de implacável despotismo, muitas vezes enormemente aumentada, impregnará, devido à lei de atração de igual espécie, todo o ambiente de matéria fina da respectiva pessoa, de tal modo, que atua de maneira incisiva sobre o ambiente de matéria grosseira ligado estreitamente a ela, criando assim circunstâncias que obrigam o causador de outrora a sofrer de modo muito maior, sob idêntico despotismo, do que seus semelhantes, por ele atormentados em tempos passados.
Mas se nesse ínterim, tal ser humano tiver chegado a melhor reconhecimento, obtendo, mercê de esforços sinceros para a escalada, um âmbito luminoso e mais leve, com isso é lógico que se altera também a espécie dos últimos efeitos. As trevas mais densas que voltam serão perpassadas com maior ou menor intensidade pela Luz, de acordo com a luminosidade do novo ambiente da respectiva pessoa; por conseguinte, serão eliminadas de modo mais ou menos eficiente. Se a antiga pessoa despótica tiver se elevado bastante, isto é, na hipótese duma regeneração extraordinária do culpado, pode até suceder que o efeito propriamente dito seja como que anulado e que ele apenas passageiramente faça algo, que, de acordo com a aparência externa, se assemelhe a uma expiação.
Suponhamos que se trate duma mulher. Bastaria que uma vez tomasse a escova das mãos da criada para mostrar-lhe, com toda a amabilidade, de que modo deveria o assoalho ser esfregado. Mesmo que sejam apenas poucos os movimentos nesse sentido, bastarão como símbolo de servir. Essa pequena ação resulta num remate que precisava processar-se de modo visível e que, não obstante sua leveza, é capaz de pôr termo a um pesado carma.
De idêntico modo pode a modificação dum único quarto tornar-se o símbolo do remate e do levantamento duma culpa cuja penitência ou retorno, propriamente, teria requerido uma transformação maior, dolorosamente incisiva. Tais fatos resultam, de qualquer forma, das influências enfraquecidas de um efeito retroativo; ou ações ocasionais são também habilmente utilizadas pelos guias espirituais para conduzir a uma absolvição.
Fica pressuposto em tudo isso que já se tenha realizado uma extraordinária melhora, bem como a transformação do estado anímico a isso ligado. Circunstâncias que um astrólogo naturalmente não consegue levar em conta, razão pela qual muitas vezes vai produzir preocupações desnecessárias com os seus cálculos, às vezes tamanho medo até, que somente o seu volume já é capaz de causar e formar algo desagradável, com o que, aliás, apenas aparentemente um cálculo então se realiza, o qual, não fora esse medo, pelo contrário, ter-se-ia patenteado como errado. Mas em tais casos a respectiva pessoa, propriamente, foi quem abriu uma porta no círculo luminoso que a rodeia, devido a seu medo.
Onde ela própria estender voluntariamente a mão além do envoltório protetor, não lhe poderá advir auxílio de nenhum lado. Sua própria vontade é que rompe de dentro para fora cada proteção, ao passo que de fora, sem a sua própria vontade, nada poderá atingi-la, através da Luz.
Assim, pois, o mínimo favor prestado aos seus semelhantes, um sentimento sincero de compaixão pelo próximo, uma única palavra amistosa, podem formar remições simbólicas para um carma, desde que interiormente seja formada como base a vontade sincera para o bem.
Isso tem de preceder, evidentemente, pois do contrário não se poderia falar duma remição simbólica, porque tudo o que estivesse em refluxo então se efetuaria de modo total em todos os sentidos.
Mas, tão logo se inicie na criatura humana realmente a vontade sincera para a escalada, muito em breve poderá observar como, pouco a pouco, se manifesta mais e mais vida em seu ambiente, como se lhe fossem colocadas no caminho toda sorte de coisas, as quais, no entanto, terminarão sempre bem. Dá-lhe na vista até. Advirá, do mesmo modo, por fim, um período visível de mais calma ou quando todos os acontecimentos, nitidamente reconhecíveis, servem também para progresso terreno. Então passou a época das remições.
Com alegre agradecimento pode entregar-se à idéia de que muita culpa se lhe desprendeu, que doutro modo deveria ter penitenciado pesadamente. Deve então estar vigilante, a fim de que todos os fios do destino, que pela sua vontade e pelo seu desejar de novo ata, sejam apenas bons, para que também lhe possa atingir apenas o que é bom!
* Dissertação: “Destino”.
MENSAGEM DO GRAAL
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MENSAGEM DO GRAAL DE ABDRUSCHIN
ASTROLOGIA
ARTE régia é ela chamada, e não sem acerto. Não, porém, por ser a soberana de todas as artes, tampouco por ser reservada aos reis terrenos, mas quem conseguisse praticá-la realmente, estaria apto a assumir espiritualmente uma situação régia, tornando-se assim dirigente de muitas coisas que acontecem e que deixam de acontecer.
Mas não existe um único ser humano terreno a quem sejam confiadas essas faculdades. Por isso todos os trabalhos nesse sentido permanecerão meras tentativas sem valia, duvidosas quando levadas a sério pelos que as praticam, criminosas quando a presunção e a fantasia doentia cooperam, substituindo a profunda seriedade.
O mero cálculo astrológico pouco pode, aliás, adiantar, porque às irradiações dos astros pertencem também as respectivas irradiações do solo da Terra, assim como também incondicionalmente a matéria fina viva, com todas as suas atividades, como, por exemplo, o mundo das formas de pensamentos, do carma, as correntes das trevas e da Luz na matéria, bem como outras coisas mais. Qual o ser humano que pode vangloriar-se de haver abrangido de modo nítido e claro tudo isso, desde os abismos mais profundos até as alturas mais elevadas da matéria?
As irradiações dos astros formam somente os caminhos e os canais através dos quais tudo o que é vivo na matéria fina pode chegar mais concentradamente a uma alma humana, a fim de ali se efetivar. Falando figuradamente, pode-se dizer: os astros assinalam as épocas em que os efeitos retroativos e outras influências através da condução das irradiações podem fluir sobre o ser humano mais concentrada e cerradamente. Às irradiações dos astros desfavoráveis ou hostis congregam-se na matéria fina as correntezas más pendentes destinadas ao respectivo ser humano; às irradiações favoráveis, por sua vez, apenas as boas, de acordo com a igual espécie.
Eis por que os cálculos em si não são de todo destituídos de valor. Mas é condição indispensável que para um determinado ser humano haja, na ocasião das irradiações desfavoráveis, também efeitos retroativos desfavoráveis ou, por ocasião das irradiações benéficas, efeitos retroativos também benéficos. Do contrário, impossível será qualquer efeito. Por outro lado, também, as irradiações dos astros não são por acaso fantasmagóricas, por si só ineficazes, sem ligação com outras forças, mas possuem também efeitos automáticos, dentro de certas restrições.
Se para determinada pessoa só houver no mundo de matéria fina ações de retorno maléficas, prontas para atuar, tais atividades, todavia, ficarão bloqueadas, reprimidas ou pelo menos bastante represadas nos dias ou horas de irradiações astrais benéficas, segundo a espécie das irradiações. De idêntico modo, evidentemente, também ocorre com o inverso, de maneira que, por ocasião dos efeitos retroativos benéficos em atividade, o favorável será paralisado pela irradiação desfavorável, durante a época correspondente a essa irradiação.
Mesmo que, por conseguinte, os canais das irradiações siderais corram vazios pela falta de efeitos de igual espécie, funcionam ao menos como bloqueio temporário contra os eventuais efeitos recíprocos de espécie diferente em atividade, de modo que nunca permanecem de todo sem influência. Apenas não podem, justamente as irradiações de todo benéficas, conduzir sempre algo de bom ou as irradiações más sempre algo de mau, se para a respectiva pessoa tal coisa não existir.
A esse respeito os astrólogos não podem dizer: “Então, portanto, temos razão”. Pois esse ter razão é apenas condicional e muito restrito. Não justifica as afirmações muitas vezes arrogantes e os apregoamentos comerciais. Os canais vazios das irradiações dos astros podem muito bem acarretar interrupções, porém nada mais, nem de bem nem de mal.
Deve-se admitir, por sua vez, que em certo sentido a interrupção temporária de maus efeitos retroativos já é em si algo de bom. Pois proporciona, a quem se encontra fortemente acuado pelo mal, um tempo para tomar alento e com isso forças para prosseguir suportando.
Além disso, devem justamente as irradiações frenadoras ocasionar ao espírito humano motivo para maior esforço, o que por sua vez acorda o espírito, fortalece-o e deixa-o inflamar-se cada vez mais nos esforços para vencer esses obstáculos.
Os cálculos dos astrólogos, apesar de tudo, poderiam ser bem recebidos, se não se desse atenção às inúmeras fanfarronices e à propaganda de tantos. Contribui, porém, uma série de outros fatores importantes que tornam tais cálculos muito duvidosos, de modo que na realidade geralmente eles produzem mais danos do que proveitos.
Não entram em cogitação apenas os poucos astros que hoje estão à disposição dos astrólogos para os cálculos. Inúmeros outros astros, nem sequer conhecidos pelos astrólogos, diminuindo os efeitos, fortalecendo, cruzando ou deslocando-os, têm um papel tão grande, que o resultado final do cálculo muitas vezes pode ser totalmente oposto àquilo que ao melhor astrólogo é possível dizer hoje em dia.
Finalmente, existe mais um ponto decisivo, o maior e o mais difícil: é a alma de cada ser humano! Apenas aquele que, além de todas as outras exigências, é capaz de pesar com exatidão cada uma dessas almas, até o último grau, com todas as suas capacidades, características, complicações cármicas e em todos os seus esforços, isto é, em sua verdadeira maturidade ou imaturidade no Além, poderia talvez ousar fazer cálculos!
Por mais que as irradiações astrais possam ser benéficas para um ser humano, nada poderá atingi-lo de luminoso, isto é, de bom, se ele tiver em volta de si muito de trevas, devido ao estado de sua alma. No caso oposto, porém, a pessoa cujo estado anímico só permite em volta de si a limpidez e o que é luminoso, a mais desfavorável de todas as correntezas astrais não poderá oprimir tanto que ela sofra sérios danos; por fim, tudo terá de se voltar sempre para o bem.
A onipotência e a sabedoria de Deus não são tão unilaterais como cuidam em seus cálculos os adeptos da astrologia. Ele não sincroniza o destino dos seres humanos, isto é, o seu bemeoseu mal somente com as irradiações astrais.
Estas, sim, cooperam vigorosamente não apenas em relação a cada ser humano isoladamente, mas em relação a todos os fenômenos mundiais. Contudo, também nisso elas são meros instrumentos, cuja atuação não só está em conexão com muitas outras, mas também com isso permanecem, em suas possibilidades, dependentes de todos os efeitos. Mesmo quando tantos astrólogos supõem trabalhar intuitivamente, sob inspiração, então isso não pode contribuir tanto para um aprofundamento, que se permita depositar muito maior confiança na aproximação de uma realidade dos cálculos.
Os cálculos permanecem fragmentos unilaterais, insuficientes, lacunosos, em suma: imperfeitos. Trazem inquietação entre os seres humanos. A inquietação, no entanto, é a inimiga mais perigosa da alma, pois abala a muralha de proteção natural, deixando entrar muitas vezes, justamente assim, o que é do mal, que do contrário não teria encontrado qualquer entrada.
Inquietos se tornam muitos seres humanos ao dizer para si que estão expostos a irradiações maléficas, mas muitas vezes demasiadamente confiantes e com isso imprudentes, quando estão convictos de estarem justamente sujeitos a irradiações benéficas. Pela insuficiência de todos os cálculos, sobrecarregam-se eles com preocupações desnecessárias, ao invés de manter sempre o espírito livre e alegre, que reúne mais forças para a defesa, do que conseguem as mais fortes correntezas más para oprimir.
Os astrólogos deveriam, se não conseguem proceder diferentemente, continuar calmamente seus trabalhos, procurando se aperfeiçoar nisso, mas somente em silêncio e para si próprios, conforme fazem os que entre eles realmente devem ser tomados a sério! Deveriam poupar aos demais seres humanos tais imperfeições, visto que estas apenas atuam maleficamente, trazendo como fruto abalo da autoconfiança, atamento nocivo dos espíritos livres que, incondicionalmente, tem de ser evitado.
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MENSAGEM
DO GRAAL DE ABDRUSCHIN
ESQUISITO! Outrora se combatia a afirmação de que a hipnose pudesse realmente existir, encontrando-se muitos médicos à frente de todos. Chegavam a ponto de chamar a hipnose de trapaça e fraude, conforme pouco antes já haviam feito com o magnetismo terapêutico, que hoje se tornou uma fonte de bênçãos para muitos. Os que o praticavam eram atacados violentamente, sendo chamados de charlatães e trapaceiros.
Hoje, por sua vez, são justamente os médicos que em grande parte se apropriaram da hipnose. Aquilo que outrora acusavam com as mais violentas expressões, hoje em dia defendem.
Isso pode ser julgado por dois lados. Quem examinar de modo bem objetivo a luta encarniçada daquele tempo, não poderá deixar hoje de reprimir naturalmente um sorriso, quando novamente tem de observar como os fervorosos adversários de outrora procuram, agora, com maior fervor ainda, aplicar a hipnose por eles tão desdenhada. De outro lado, tem de ser reconhecido, por sua vez, que tal reviravolta, grotesca, ainda assim merece apreço. Necessária é certa coragem para se expor ao perigo do ridículo, que justamente neste caso está bem próximo.
Deve-se reconhecer nisso a sinceridade, que realmente deseja ser útil à humanidade e, por esse motivo, não recua assustada, mesmo se expondo a tal perigo.
Lamentável é apenas que não se aproveitasse a lição para o futuro, tornando-se todos mais precavidos no critério e — digamos tranqüilamente — nas hostilizações, quando se trata de coisas que pertencem ao mesmo campo em que a hipnose se encontra. Infelizmente se procede novamente hoje, em muitos outros setores desse mesmo domínio, de modo idêntico, apesar de todas as experiências, e quase ainda pior.
Não obstante, o mesmo espetáculo terá por fim de se repetir, que sem transição e com fervor, repentinamente, se lute por algo que até então se procurava negar tão tenazmente. Mais ainda, que se procure ter somente nas próprias mãos, para execução, tantas coisas e por todos os meios, inescrupulosamente, cujas pesquisas e descobertas foram, inicialmente, de modo cauteloso e sob contínuo combate, deixadas para os outros, na maioria aos assim chamados “leigos”.
Se isso, então, ainda pode ser designado como um mérito ou uma ação corajosa, resta saber. É muito mais provável, pelo contrário, que essas eternas repetições também possam colocar sob outro aspecto as ações já mencionadas como mérito. Até aí, o resultado de uma análise superficial.
Muito mais crítico, contudo, torna-se quando se conhecem direito os efeitos das aplicações da hipnose. Que a existência da hipnose, finalmente, tenha encontrado reconhecimento e confirmação, cessando assim os ataques cheios de loquacidade da ciência que, segundo a experiência atual, revelam apenas ignorância, é bom. Mas que, com isso, sob a proteção favorecedora dos adversários de até então, que se tornaram repentinamente cientes, também as aplicações tenham encontrado tão ampla propagação, prova que os tais entendidos se acham muito mais longe do legítimo reconhecimento, do que os tão difamados leigos, que inicialmente pesquisavam.
É abalador saber que desgraça assim se origina do fato de milhares se entregarem hoje, confiantes, às mãos chamadas convocadas, a fim de se submeterem voluntariamente a uma hipnose, de serem persuadidos a isso ou, o que é o mais condenável, sem o seu conhecimento serem forçados a tanto. Mesmo que tudo ocorra com as melhores intenções de com isso querer fazer algo de bom, não altera em nada os incomensuráveis danos que tais práticas provocam em qualquer caso! Mãos convocadas não são as que utilizam a hipnose. Convocado somente pode ser aquele que for totalmente versado no campo a que pertence tudo aquilo que utiliza. No caso da hipnose seria o campo de matéria fina! E quem conhece realmente esse campo, sem que presunçosamente apenas o imagine, jamais utilizará a hipnose, enquanto quiser o melhor para o seu próximo. A não ser que tencione prejudicá-lo pesadamente com pleno conhecimento.
Conseqüentemente, peca-se por toda parte onde a hipnose chega a ser praticada, não importando tratar-se de leigos ou não! Quanto a isso, não existe uma única exceção!
Mesmo que se procure, com a maior singeleza, pensar somente dentro da lógica, chegar-se-á à conclusão de que, na realidade, se trata de ilimitada leviandade agir com algo cujo alcance só pode ser abrangido nos mais restritos degraus, sendo desconhecidos ainda os seus derradeiros efeitos.
Se tal leviandade, nos assuntos de bem e de mal do próximo, não só acarrete danos à respectiva pessoa da experiência, mas recaia também a responsabilidade duplamente pesada sobre o praticante, isso não proporciona tranqüilização. Seria melhor que as pessoas não se entregassem tão confiantemente ao que elas mesmas não conhecem a fundo. Se isso se processa sem a vontade ou o conhecimento delas, semelhante procedimento vem a equivaler a um legítimo crime, mesmo que executado por mãos chamadas convocadas.
Uma vez que não é de se supor que todos os que trabalham com a hipnose tenham o intento de prejudicar o próximo, resta apenas constatar o fato de que eles ignoram totalmente a natureza da hipnose, achando-se completamente sem compreensão com relação às conseqüências de sua própria atividade. Quanto a isso não existe a menor dúvida, pois apenas uma coisa ou outra entra em cogitação. Portanto, resta somente a incompreensão. Se uma pessoa utiliza a hipnose em seu próximo, prende com isso seu espírito! Esse atamento em si é um delito espiritual ou um crime. Não elimina a culpa, se a hipnose for utilizada com a finalidade de cura de uma doença do corpo ou como meio para uma melhora psíquica. Tampouco pode ser apresentado como defesa o fato de que, com as alterações psíquicas conseguidas para o bem, igualmente o querer do submetido tenha melhorado, de modo que a pessoa tratada pela hipnose tenha auferido proveitos com isso.
Viver e agir em tal crença é uma auto-ilusão, porque somente aquilo que um espírito empreende por vontade inteiramente livre e ininfluenciada, pode trazer-lhe os proveitos de que necessita para uma real ascensão. Tudo o mais são exterioridades que apenas passageiramente lhe podem ministrar aparente proveito ou dano.
Cada atamento do espírito, seja qual for a finalidade de sua realização, constitui um embargo absoluto na possibilidade do progresso indispensável. Sem levar em consideração que tal atamento acarreta muito mais perigos do que vantagens. Um espírito assim atado se acha não só acessível à influência do hipnotizador, mas sim, até certo ponto, não obstante uma eventual proibição por parte do hipnotizador, fica também exposto indefeso a outras influências da matéria fina, visto faltar-lhe, devido ao atamento, a proteção tão necessária, a qual, unicamente, pode oferecer a liberdade absoluta de ação.
O fato de os seres humanos nada notarem dessas lutas contínuas, dos ataques e da própria defesa, eficientes ou vãs, não exclui a vitalidade do mundo de matéria fina e a cooperação deles mesmos. Cada um que seja submetido a uma hipnose eficiente ficou, portanto, impedido mais ou menos fortemente no progresso real de seu núcleo mais profundo. As circunstâncias exteriores, tenham elas se apresentado mais desfavoráveis ainda, ou aparente e passageiramente benéficas, só representam um papel secundário, portanto, não devem também ser determinantes para um julgamento. Em todo caso o espírito tem de permanecer livre, porque afinal de contas se trata única e exclusivamente dele!
Supondo-se que tenha ocorrido uma visível melhora exterior, no que se apóiam sobremaneira quantos praticam a hipnose, nem com isso a pessoa em questão lucrou algo realmente. Seu espírito atado não consegue agir com a mesma vitalidade criadora no mundo de matéria fina, como um espírito inteiramente livre. As criações de matéria fina, originadas de sua vontade tolhida ou forçada, são fracas, por serem formadas de segunda mão e logo murcham no mundo de matéria fina. Por essa razão sua vontade tornada melhor não lhe pode trazer aquele proveito na reciprocidade, que infalivelmente é de se esperar nos atos criadores do espírito livre.
De modo idêntico, naturalmente, também ocorre quando um espírito atado deseja e executa males a mando de seu hipnotizador. Estes, pela fragilidade das ações criadoras de matéria fina, desaparecerão logo, apesar das más ações de matéria grosseira, ou serão absorvidos por outras espécies iguais, de maneira que uma reciprocidade de matéria fina nem se pode dar, do que resulta, de fato, para a pessoa assim forçada, uma responsabilidade terrena, não, porém, uma responsabilidade espiritual. Identicamente é o processo, tratando-se de loucos.
Através disso vemos, mais uma vez, a justiça sem lacunas do Criador, que se efetua no mundo de matéria fina através das leis vivas, inatingíveis em sua perfeição. Uma pessoa assim forçada, apesar das más práticas devido à vontade alheia, não poderá ser atingida por nenhuma culpa, tampouco por nenhuma bênção, porque seus melhores feitos foram executados mercê da vontade de outrem, nos quais ela não participa como “eu” autônomo.
Acontece, porém, algo diferente: o atamento forçado do espírito por meio da hipnose prende, concomitantemente, o hipnotizador à sua vítima como que com cadeias fortíssimas. E não o libertam, enquanto não tiver auxiliado a pessoa, violentamente embargada em seu próprio livre desenvolvimento, a progredir ao ponto que deveria ter alcançado, se ele não tivesse realizado aquele atamento. Terá de ir, depois de sua morte terrena, até lá onde for o espírito por ele atado, mesmo que seja até as profundezas mais baixas.
O que, portanto, espera tais seres humanos, que muito se ocupam com a prática da hipnose, é fácil de se imaginar. Quando, despertando após a morte terrena, chegam à lucidez, verificarão aterrorizados quantos atamentos os prendem a pessoas já falecidas anteriormente, bem como a outras que ainda peregrinam na Terra. Nenhum deles lhes poderá ser perdoado. Elo por elo, o ser humano terá de desfazer, mesmo que com isso perca até milênios.
É provável, porém, que com isso não mais possa chegar completamente até o fim, mas sim seja arrastado à decomposição, que destrói a sua personalidade, o próprio “eu”, pois pecou gravemente contra o espírito!
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